sábado, 6 de outubro de 2012

TRI-VELHARIA

 
O último Campeonato Brasileiro do Inter foi em 1979. Quando uma vitória valia dois pontos e o empate não era o fim do mundo.
 
O colorado não converteu a moeda. Não se atualizou. Não entendeu que é melhor perder e ganhar do que empatar.
 
Leia o satírico e contundente Rolo Compressor.

CONSPIRAÇÃO EM EX-TRICÔ

Busca moralismo? Fale com sua mãe.

Já na conversa de amigos não é para você ser julgado.

Veja meu encontro explosivo com Lele, a incrível Alessandra Siedschlag,  no programa Ex-tricô, no R7.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

MÁQUINA RECEBE FLÁVIO PRADO

Duvido você encarar meus óculos de coração.
 
O jornalista esportivo Flávio Prado não teve como cancelar o duelo.
 
De futebol às almas penadas, a conversa improvável alimentou a memória do meu programa A Máquina, da TV Gazeta.
 
Prado comenta a falta de modéstia das reencarnações.
 
“O cara, quando menciona a reencarnação anterior, sempre é um nobre, um rei, jamais um pobre coitado”.
 
O encontro aconteceu na noite de terça-feira (2/10).
  

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CHANTAGENS E AULAS BÁSICAS DE DIREITO


Marli Medeiros é uma líder social, idealizadora da ONG Centro de Educação Ambiental. E também uma feminista ardorosa e engraçada.

Ela foi a protagonista do meu quadro DRnaTV, na TVCOM, onde contou que se separou do primeiro marido depois de Lições Básicas de Direito.

Ele veio com aquela ameaça que nunca iria encontrar coisa melhor, mas é óbvio que encontrei.

O programa foi exibido na terça-feira (2/10), com mediação de Sara Bodowsky.

ALTAR VAZIO, JORNAIS DE ONTEM

Arte de Eduardo Nasi

No avião, uma passageira ao meu lado soltava gritos histéricos a cada turbulência.

Eu não me perturbei, não fui influenciado pelo seu medo: não me importava se fosse cair ou não.

No estádio, houve princípio de confusão, não corri para a saída. Permaneci tranquilo em meu degrau, não me importava se fosse me machucar ou não.

Se sou assaltado, devo virar os ombros. Se sou ameaçado, devo virar as costas. Não tenho receio das consequências.

Aceito absolutamente os riscos. A morte não me desagrada, a vida não me inquieta.

Não há vontade de me matar, muito menos de acordar.

Após a separação, não sofro de pressa nenhuma para concluir meus trabalhos. Não reclamo dos prazos. Não quero terminar logo uma palestra. Não apresso a porta de casa. Não defino um motivo para sair ou regressar. Um domingo lindo e uma segunda-feira chuvosa não guardam diferença. O altar vazio é igual a uma prateleira.

Não me preocupo com a minha saúde, ou com a aparência.

Na última sexta, dirigi de Porto Alegre até Caxias do Sul. Assim que atravessei o pedágio, voltei. Só precisava ir para longe e não parar nunca.

Pretendo cansar meu sofrimento. Rezo para desmaiar, e pensar menos.

Antes economizava tempo, reduzia as estadas nos hotéis, a duração dos voos, os afazeres, para ficar com ela. Agora o intervalo é inútil e minhas mãos são jornais de ontem.

Estou curiosamente tranquilo. O desespero me tranquiliza. O desespero me torna invencível. A expectativa é nula e, portanto, duradoura.

Voltei a ser humilde, a escutar as canetas, as moedas, os objetos caindo no chão e recolhê-los aos seus donos desajeitados.

A fossa me corrige a postura. Tenho falado baixo, peço licença às cadeiras e desculpa às paredes. Nunca andei tão educado, comedido, respondo imediatamente as ligações maternas.

A fossa devolve a modéstia. Você pode ser arrogante, mas o sofrimento amoroso rompe com a vaidade, fere a estima, sangra seu egoísmo.

Passa a se interessar pelos conselhos de todos, do síndico ao caixa do banco. Passa a andar devagar pelo bairro, enxerga cartomantes nos postes e beijos nos carros parados.

Não existe imunidade. Não tem como se defender da saudade.

O fim do amor é um retrocesso ambicioso. Não vai se valer da cautela. Não vai se apoiar na fama. Não vai fugir do desastre.

Você pode ser um empresário afortunado e rastejar para que alguém volte.

Você pode ser um ator de sucesso e mendigar uma segunda chance.

Você pode ser um engenheiro frio e indiferente e mergulhar numa crise de choro sem precedentes.

O amor é o antídoto da soberba. Maestros retomam o papel de solistas. Professores reiniciam seu percurso como alunos.  Senadores se candidatam a vereador.

Aquele que se julgava pronto não tem mais nada fazendo sentido e precisa de tudo de novo.

Tudo de novo. Tudo de novo. Tudo de novo.
 
 





Crônica publicada no site Vida Breve
Colunista de quarta-feira

terça-feira, 2 de outubro de 2012

VOCÊ ME AMA?

Arte de Max Ernest
Para Chiara Civello

Minha mãe teve um pesadelo. Prestava concurso para Defensoria Pública. Sala lotada de candidatos, nervosismo, lápis penteado.
 
Ao receber a prova do instrutor, qual sua surpresa ao perceber que a folha contava apenas com as respostas.
 
– Cadê as perguntas? – ela se desesperou.
 
O monitor lamentou, mas não tinha como mudar a natureza do teste.
 
– Só vim aplicar a prova, desculpa.
 
O perturbador sonho materno é de uma simbologia poderosa. Passamos mais tempo de nossa rotina respondendo respostas do que atendendo perguntas. Perguntamos com uma resposta e continuamos respondendo. Não pretendemos mudar nossas opiniões. Não pretendemos nos despedir de nossos condicionamentos. Não pretendemos remodelar os planos. Somos um bando de certezas recolhendo exclamações.
 
O mais complicado é aguardar justamente a pergunta, não sair falando de qualquer jeito para qualquer alvo. Mas aguentar o intervalo do dilema, resistir ao silêncio aflitivo da espera, tolerar pensar com os ouvidos.
 
Pois quem responde perguntas, conversa. Quem responde respostas, discursa.
 
É uma arte aprender a fazer perguntas necessárias. E ser condizente ao tamanho das questões.
 
Não ser preguiçoso. Ou excessivo.
 
Tem gente que recebe uma interrogação pequena e já cria uma tese.
 
Tem gente que recebe uma interrogação grande e usa evasiva.
 
Respeitar a proporção da pergunta é amar a curiosidade. É não ser afetado ou pretensioso. É não se vangloriar ou desmerecer a dúvida.
 
Ir aos poucos ajuizando. Não responder tudo para não ter que responder depois, nem nada para cessar a aproximação. Seguir com a inocência atrevida de uma criança, que provoca o sentido das coisas até despertar a vontade das coisas.
 
Se sua mulher questiona:
 
– Você está feliz?
 
É uma pergunta pequena, que pede que você revise seu dia.
 
A resposta é:
 
– Sim, estou feliz.
 
– Não, não estou feliz.
 
Ambas pedem um motivo. E uma nova pergunta pequena com olhos nos olhos.
 
Mas se sua mulher indaga:
 
– Você me ama?
 
É uma pergunta grande, que reivindica que você revise toda a história com ela.
 
É uma pergunta para lembrar muito.
 
É uma pergunta para explicar com cenas, passagens, lugares.
 
É uma pergunta que não tem sucessora. É uma pergunta carregada de saudade.
 
É uma pergunta única, decisiva, maiúscula, com oceano para atravessar de mãos dadas.
 
Não é uma pergunta, é uma declaração.
 
Não seja breve. Valorize a cadência das frases. Ela é mais rara de acontecer do que imagina. Nem todos têm a chance de respondê-la.
 



Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 2, 02/10/2012
Porto Alegre (RS), Edição N° 17210

DE VIDRO FECHADO

 
 
Entre janeiro e junho foram registrados 206 roubos de carro no meu bairro Petrópolis, em Porto Alegre (RS). Uma média semanal de quase oito assaltos.
 
Eu fico nostálgico. Saudoso. Com suspiros de Casimiro de Abreu.
 
Lembro que meus primeiros namoros aconteceram no carro. Num Fusca branco.
 
O carro era o motel de minha adolescência.

Ouça meu comentário na manhã de terça-feira (2/10) na Rádio Gaúcha, programa Gaúcha Hoje, apresentado por Antonio Carlos Macedo e Daniel Scola:
 

domingo, 30 de setembro de 2012

QUASE PERFEITO — Consultório sentimental de Carpinejar

QUANDO O NAMORADO É UM PARA-RAIOS
Arte de Fatturi

“Tenho um grupo de amigas e nos encontramos para falar mal dos maridos e namorados. Meu namorado gosta delas, já saímos juntos, mas elas não suportam a ideia: aqui menino não entra! Largo o grupo ou largo meu namorado no sofá junto com os outros maridos chatos? O que você acha? Obrigada! Franciele.”

Querida Franciele,
 
Você não deve levar seu namorado. É criar uma indisposição natural entre as amigas. A motivação do encontro é justamente criticar os relacionamentos com leveza e desembaraço.
 
Não é a primeira que enfrenta o dilema, os demais maridos e companheiros devem fazer pressão. Mas nenhuma abre mão dessa terapia da amizade. Nem caberia. É uma magia branca fundamental.
 
Tranquilizante saber que outros experimentam problemas iguais. Quando a dor perde a exclusividade, ela diminui de tamanho.
 
Temos que dissociar o círculo dos amigos do quadrado amoroso. Manter um pouco da vida de solteira para não se sentir asfixiada pelo namoro – são os amigos que nos amparam na separação e nos ajudam na reconciliação. Pense como seria desgastante se aparecesse para assistir qualquer jogo de futebol de seu namorado. Ficasse parada na arquibancada e depois seguisse para testemunhar as trovas do churrasco.
 
A situação também favorece um terror psicológico: não existe como ficar à vontade com ele presente. Se ele permanecer quieto, tentará incluí-lo na conversa Se estiver falando sem parar, temerá que ele possa desagradar.
 
Não é que deixou de pertencer ao grupo, está sendo desagradável impondo uma exceção.
 
No fundo, sabe o que acho? Não deseja falar de seu romance e expor seu início de relacionamento.
 
Como estava solteira, não tinha motivos para ser criticada. Agora, teme que alguém brinque com seu conto de fadas.
 
Ele é seu para-raios.

COLETE À PROVA DE BOBAGENS
Arte de Fatturi

“Tenho 19 anos, namoro há quatro com um rapaz de 21 anos. Eu o amo muito, e o excesso atrapalha. O problema é que ele fez algumas coisas que me magoaram bastante. Não consigo esquecer. Três vezes me disse que estava interessado em outra pessoa. Isso me deixou muito insegura e bastante ciumenta. Enfim, fico remoendo, não confio mais! Um beijo, Eduarda”

Querida Eduarda,
 
Palavras de festim matam o relacionamento mais do que palavras de verdade.
 
São provocações à toa, bobinhas, desnecessárias, que ferem com violência porque ambos estão desatentos.
 
É uma brincadeira com a aparência, um comentário sobre o passado e feito o estrago.
 
O que parecia ser passageiro demora uma noite, dias, semanas, e nunca mais sai da alma.
 
Eu temo a discussão ridícula. É a que mais causa a mortandade do amor.
 
Ele confessou que estava interessado por outras, não que teve uma história.
 
Óbvio que era uma observação infantil para produzir ciúme. Nem sei se é real. Não precisava ter caído na armadilha, preocupou-se como se fosse uma ameaça.
 
Poderia brincar que estava atraída por outros sujeitos. E ele iria ruir, e desistir das chantagens para conseguir ainda mais carinho, compreensão e amor.
 
O que vem acontecendo com vocês é que não admitem a ideia de terem se apaixonado tão jovens. Entraram num jogo diabólico de maltrato.
 
Como não têm antecedentes de infidelidade, inventam situações, personagens e cenários para ver como reagiriam se isso acontecesse.
 
É um delírio a dois. Ele percebe que é ciumenta e larga mais corda para se enforcar. Você percebe que ele odeia pressão e intensifica a patrulha.
 
Não é salutar expor todos os pensamentos para seu par, muito menos cobrar que ele fale quando mergulha em silêncio.
 
Guarde algo para si. Selecione o que contar. Aceite que ele realize o mesmo.
 
Franqueza não é descarregar preguiçosamente a mente. É escolher o melhor a ser dito e a melhor hora de dizer.

 
Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, Caderno Donna, p. 6
Porto Alegre (RS), 30/09/2012 Edição N° 17208
Preservamos a identidade do remetente com nome fictício.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

FOME DE QUÊ?

Você já reparou que demonstramos nossa volúpia sexual durante a refeição?

Como você organiza seu prato, de que forma usa os talheres, é favor da mistura selvagem entre as porções?

O almoço é um aperitivo sexual.

Meu quadro DRnaTV, da TVCOM, no programa Tudo+, relaciona o comportamento da mesa e da cama.

A mediação é de Sara Bodowsky. O encontro foi exibido na noite de terça-feira (25/9).

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

MÁQUINA RECEBE DANILO GENTILI

Retiramos o comediante Danilo Gentili de uma sauna gay para revelar um outro perfil: religioso, envergonhado, solteirão sem paciência para namorar.
 
O apresentador de "Agora é Tarde" mostra a vida secreta de seus pensamentos no meu programa A Máquina, da TV Gazeta.
 
O encontro aconteceu na noite de terça-feira (25/9).