sábado, 18 de fevereiro de 2012

FABRÍCIO CARPINEJAR ESTREIA PROGRAMA NA GAZETA

'A Máquina' terá entrevistas, e apresentador vai interagir com cenografia. Programa do autor gaúcho irá ao ar uma vez por semana, nas noites de terça-feira; estreia ocorre em março

ELISANGELA ROXO
DE SÃO PAULO
Foto de Marcelo Ferrelli/Divulgação



O escritor Fabrício Carpinejar explica: "Não sou um apresentador, sou um vírus. Um vírus dentro do computador."

Ele dá risada do próprio enigma ao explicar como será sua estreia na TV, programada para março na TV Gazeta, em "A Máquina".

Desde dezembro, o autor gaúcho tem vindo de Porto Alegre a São Paulo para se reunir com a equipe de produção e gravar os primeiros pilotos do programa.

Carpinejar fechou contrato de seis meses para comandar a atração, em que fará entrevistas e vai interagir com uma máquina cenográfica, a tal que dá nome ao programa. "Tem até uma alavanca", ele explica. E conta que a inspiração vem de "Tempos Modernos" (1936), protagonizado por Charles Chaplin.

O programa irá ao ar nas noites de terça, após o clássico cult "Todo Seu", apresentado pelo "príncipe" da jovem guarda, Ronnie Von.

"Sou fã dele, mas ainda não o encontrei para pedir umas dicas", diz Carpinejar.

Ele ainda faz segredo sobre seu primeiro convidado e conta que a estreia será gravada com um dia de antecedência. "Eu me sinto tão importante tendo segredos. Acho que a gente precisa se acolchoar em segredos e mistérios na vida."

ANTES ENTREVISTADO

O escritor explica que o convite para o projeto na TV partiu da própria emissora.

Ele acredita ter sido cotado por sua "postura forte nas redes sociais" (é uma espécie de rei dos aforismos no Twitter, onde 140 mil pessoas o seguem), mas as performances como entrevistado do "Programa do Jô" (Globo) "também fizeram diferença".

"Não tenho vergonha do fútil, não preciso parecer importante e não estou preocupado com a concorrência", ele esclarece.

"Quero é que tenha audiência", explica. Mesmo sabendo que a Gazeta não costuma registrar altos índices junto ao público, ele se acha capaz de conquistar fãs. "Todo azarão é simpático, e é sempre bom torcer para o time mais fraco."

A literatura e a internet não ficam de lado enquanto estiver na TV, garante Carpinejar. O autor trabalha atualmente no livro de poemas "Inimigo Imaginário" e no de crônicas "Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus", ambos ainda sem previsão de lançamento. "Na hora em que os livros não me aguentarem mais, eu os publico."

NA TV
A Máquina
Estreia do programa
QUANDO às ter., a partir de 6/3, às 23h30, na TV Gazeta
CLASSIFICAÇÃO não informada

Publicado no jornal Folha de São PauloCaderno Ilustrada, Televisão
São Paulo (SP), 18/02/2012

9 comentários:

Unknown disse...

Poxa, que alegria! o horário é ótimo tbm :) estou ansiosa pela estreia.

Paulo Vitor Cruz disse...

gostei disso: "Não tenho vergonha do fútil, não preciso parecer importante e não estou preocupado com a concorrência"... ponto p vc, gafanhoto.

vervedirlass disse...

PARABÉNS FABRÍCIO CARPINEJAR, VOCÊ ME RE CE! Sou sua fã, seguidora do seu talento. Mas quero lhe fazer uma "provocação". Será Roni Von, Jô Soares, talvez Carlos Nejar ou; até mesmo Maria Carpi OS SEUS CONVIDADOS DE ESTRÉIA?
-Sinceramente, Boa Sorte!

Gislene disse...

Eu vou assistir!

Um abraço!

Poeta da Paulista disse...

Gostei do texto

poetadpaulista.com.br

Dulcíssima Prisão disse...

A internet parece mais uma lixeira: pode-se encontrar coisa boa, procurando bem, mas o lixo predomina. Pior que a internet é colunista social de fofoca lançar veneno em jornalão e isso pegar na rede e no mar de lama.

Anônimo disse...

http://www.youtube.com/watch?v=mU9YmOlUbZU

Regis Navarro disse...

O programa é super legal, mas quando fores pronunciar Apple, diga "épol" ou "ápol" pois "eipol" não existe, falou?

Guto Maia disse...

Parabéns pelo seu programa da Gazeta, se é que precisa!
Como tem muita bobagem no programa(no bom sentido é claro!), isso já garante o sucesso! (não dinheiro, é claro!)Aliás, a bobagem é o único bem absolutamente universal: não reconhece fronteiras,condição social, raça, opção sexual (credo!), que une gregos e coreanos no mesmo balaio de incautos! Por isso, tâmo junto até que a lucidez nos separe. Você é o cara, Fabricio! (digo, o careca!)
Abs.