sexta-feira, 18 de setembro de 2015

DE QUALQUER JEITO

Arte de Fortunato Depero

Estranhei que a minha mulher estava rindo das minhas piadas. Ela tem um humor diferente do meu.

Estranhei que eu e a minha mulher não discutíamos por qualquer coisa, por qualquer palavra, era uma paz sem tamanho.

Estranhei que um ouvia o outro sem interromper com novas cobranças.

Estranhei que ela aceitava minha irreverência, meus escândalos, meus dramas, minha ansiedade, minha mania de falar as novidades a cada quinze minutos.

Estranhei muito, tive que perguntar:

- O que aconteceu que o meu temperamento não vem mais lhe irritando?

Então, ela me deu a maior declaração de amor que já recebi na vida:

- Antes eu lhe queria do meu jeito, agora eu lhe quero de qualquer jeito.

Ouça meu comentário na manhã dessa sexta-feira (18/9), na Rádio Gaúcha, programa Gaúcha Hoje, com Antonio Carlos Macedo e Jocimar Farina:

10 comentários:

Fernanda Beltramelo disse...

Às vezes o "de qualquer jeito" se torna libertador.

iv seideller disse...

Que todos soubessem amar "de qualquer jeito"...

marisa ines disse...

aceitar o "qualquer jeito" da pessoa que amamos é dificil, doloroso e ate demorado, mas quando acontece esse entendimento e o aceitamos, acontesse o verdadeiro AMOR.

Tamiris Mend. disse...

Por que o amor não é o que você quer, é o que você precisa.

Victor Gonçalves disse...

UÔ!

Jéssica Trabuco disse...

Nossa!!

O amor é isso, quando a gente reconhece que o outro é diferente, sabe de todos os seus defeitos, e ainda assim o quer.

Muito bom, Carpinejar!

Telé de Carvalho disse...

Bonito d +

é a prmeira vez que entro nesse blog e, não me arrependo

MEU BLOG: DE LA VÉRITÉ

Telé de Carvalho disse...

Acabou de ter mais um membro

Rejane Rodrigues disse...

Que sejamos amor.

Conheça meu blog:

rejsrodrigues.blogspot.com.br

Rejane Rodrigues disse...

Que sejamos amor.

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rejsrodrigues.blogspot.com.br