segunda-feira, 28 de março de 2011

BORRALHEIRO!

Para estourar a boca do balão; Vicente com medo do escândalo. Foto de Cínthya Verri

Fabrício Carpinejar vai lançar "Borralheiro: uma viagem pela casa". Retrata um novo homem, que estaria preferindo ser do lar. Vantagens:

* O poder cansa, estressa, gera infarto. A submissão traz longevidade.
* Nada mais tranquilo do que viver de mesada.
* O Borralheiro curte a infância dos filhos, com disponibilidade pay-per-view.
* Aprende pole dance e refina fantasias sexuais.
* Tem a preferência da reclamação, lamentando que nunca é valorizado pela família.
* Descobre o que os vizinhos pensam dele.

Outros benefícios:

* Especializar-se na arte da conspiração e da intriga.
* Influenciar o comportamento dos outros pela fofoca.
* Retomar a coleção de aeromodelismo da infância.
* Discutir o relacionamento com mais freqüência e ampliar o repertório de palavrões no estádio de futebol.
* Manter-se livre dos tribunais e cobranças, pois nenhuma dona de casa foi processada até hoje.
* Aperfeiçoar o faro para infidelidade, com a possibilidade de mexer em bolsos, roupas e gavetas.
* Ganhar isenção do Imposto de Renda.
* Aproveitar o tempo livre para cursos, cinema e teatro.
* Vingar-se da mãe cozinhando melhor do que ela.
* Por fim, é sempre mais prazeroso puxar o saco da mulher do que do chefe.

Publicado no Jornal O Globo
Segundo Caderno, 26/03/11, P. 3
Coluna Gente Boa, Joaquim Ferreira dos Santos
Rio de Janeiro (RJ)

16 comentários:

Maíra da Fonseca Ramos disse...

Tô contigo: também queria ser borralheira. A parte da isenção do imposto de renda é ótima!

Mi Lôra disse...

mazahhhh,esse lance de submissão é de se refletir, mesmo. Já estou curiosa, q venha O Borralheiro.Bjs.

Pri disse...

Lançamento? Obaa!! Mais um para eu devorar e te admirar mais ainda!!!

Paula Coruja disse...

quero ser borralheira djá!

Margareth disse...

Oi Fabrício, fugida agora virou viagem foi? Essa sua borralheiragem é a típica fugidinha da rotina. Descansa, alivia o estresse, salva o coração, e ainda tem direito a muitas vantagens. Amar mais uma pouco, ouvir e fazer fofocas, livrar dividas e impostos, comer mais sabor, trocar divertimentos... , só coisa boa. Direito que tem direito. Fabrício é dono, tem direito, pois sabe ser nobre e generoso, não nega dinheiro as lausas, assim, deixa de ser pirangueiro. Dar o melhor das escritas, só por isso merece dar voltas no lar nos dias que todos se viram para viver. Lucros, nada mais que lucros, do falso borralheiro. Fabrício, você tem direito a essa viagem no seu próprio lar, só que tem que ser prevê, pois os seus leitores com certeza vai sentir falta, volta logo da viagem, precisamos dos seus textos e não faça muito dengo não hein! Sei não, vai que a amada te escraviza, ai já viu. È tronco meu dengo. Tem que varrer, lavar, passar, cozinhar, cuidar das crianças... Cuidado hein Fabrício, o verdadeiro borralheiro só tem direito a ordens e trabalhos. Então, arruma a mala ai.
Margareth.

Kelli Pedroso disse...

Oi, Fabrício! O livro vai ser lançado ainda neste semestre? Beijo!

Poeta de uma Geração disse...

Bá que bacana, com certeza irei adquirir um exemplar. Ah, se quiseres dar uma conferida no meu blog, paredesverdes13.blogspot.com, vê o que acha, e se gostar pode seguir, hehe. Forte abraço

Roberta Fraga disse...

Muuuito legal! rs
Acho que vivo uma situação parecida...

Humberto de Lima disse...

Homem, siga em frente e experimente!
E se esse negócio de borralheiro der certo, me avise.
Abraço da Paraiba.

Ludmila Rodrigues disse...

odeio bexiga,, odeio.

puxar o sco de mulher é mais dificil; até encontrar o saco... sacomé... mulher é complicada.

Rousi disse...

Aproveitar o faro para infidelidade é ótimo! [Confesso que fiquei imaginando a cena de mexer nos bolsos, roupas, gavetas e CELULARES kkkkkkkkk]

Promete muiiiiito esse borralheiro aí.
Ansiosa por ansiar!

Beijos da parahybanidade!!

Flor de Lótus disse...

Quem não sonha no mundo de hoje ser boralheira, não precisar trabalhar, poder se dedicar aos filhos e ao lar,mas infelizmente as coisas não são tão simples assim.E ser sustentada por um marido em pleno século XXI não é lá uma boa jogada, aliás achar um homem que tope isso é raro.
Beijos

Eliane Ratier disse...

Você vê! O que era indesejado e quase obrigatório, hoje é tratado como privilégio. Sinal dos tempos, de quem foi, viveu e voltou. Borralheiro(a), só é quem pode.Gostei de ver as vantagens assim explicitadas.Beijo

Anderson Borba disse...

Que beleza meu caro! Sempre "revisando" e revendo as relações.
abraçãoo

rosangela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
rosangela disse...

foi genial sua entrevista no Jô seu irmão, e tudo que se refere ao bom humor de uma casal eu curto.