domingo, 1 de agosto de 2010

INTERIOR

Foto de Fabrício Carpinejar


Neste domingo, o Informe Especial convidou o poeta e cronista Fabrício Carpinejar para compartilhar com o leitor de ZH um registro feito por ele.

“Minha residência é estar de passagem. Se eu pudesse passaria a vida viajando pelo Rio Grande do Sul e nunca me cansaria. Meu passatempo é encontrar o pastel perfeito em nossas estradas. Não desisto. Tenho um caderninho com indicações dos restaurantes e cotações da massa e do recheio.

Nas andanças literárias pelo interior, só abasteço meu interior. Já encontrei de tudo: um bar com uma placa indicativa na porta: 'Não dê comida aos macacos nas árvores'. Fui espiar e eram macacos hidráulicos espalhados pelos galhos. Pode?

Sim, nossa imaginação é poética. A imagem ao lado vem de Catuípe, pequena cidade a 400 km de Porto Alegre. Dormi num hotelzinho honesto em cima de um posto de gasolina. Tentei dormir até que um trem me despertou de madrugada. E descobri que o sol era seu último vagão."

Publicado no jornal Zero Hora
Informe Especial, p. 3, Túlio Milman
Porto Alegre (RS), 1º/8/10, Edição N° 16414

3 comentários:

Franklin disse...

"E descobri que o sol era seu último vagão."

Difícil é descobrir que ainda existam pessoas que se impressionem pelo que a maioria julgue de pouco.

Ela disse...

Eu também amo o teu Rio Grande do Sul.

Muito bacana!

joao silvestre disse...

Catuípe missioneira
Esse Rs é belo e encantador mesmo

Gostei do texto em ZH: hotel honesto é bom

abraço