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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

AUTOBIOGRAFIA NÃO AUTORIZADA


Publicado em Zero Hora
Contracapa, Segundo Caderno
Porto Alegre (RS), 11/11/2013 Edição N° 17611

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

AS FRAGILIDADES DO SEXO FORTE


Dois homens diante de dilemas afetivos e existenciais distintos são os protagonistas de Para que Servem os Homens, nova série do projeto Curtas Gaúchos, da RBS TV, que estreia no próximo sábado, dia 12 de outubro. A atração é baseada em textos de Fabrício Carpinejar, que foram roteirizados por Fabiano de Souza.

Com direção de Eduardo Wannmacher e Vicente Moreno, Para que Servem os Homens tem como protagonistas dois amigos inseparáveis que se aproximam dos 40 anos. Beto (personagem de Leonardo Machado) é casado e pai de duas filhas. Gabriel (vivido por Evandro Soldatelli) é um solteirão sempre às voltas com um novo romance.

– É um olhar geral sobre a obra do Carpinejar, sobre o espírito masculino. Algumas situações e diálogos foram transpostos para o roteiro, mas não seguem a lógica do texto original – diz Wannmacher.

Segundo o diretor, a livre adaptação captura o olhar e o universo de dois homens com vidas comuns e que expressam bons sentimento:

– A fragilidade contemporânea dos homens está lá, em contraposição à natureza forte das mulheres presentes no enredo. Igualmente, houve uma preocupação quanto à estética da série. O público vai perceber isso na fotografia, na arte e nas locações.

Para que Servem os Homens equilibra humor e romance, elementos sobre os quais os diretores regularam o tom de interpretação dos atores.

– Sabíamos que não era uma série caricata, com humor físico presente o tempo todo – explica Wannmacher. – Buscamos justamente equilibrar as cenas cômicas com momentos mais românticos, de maior diálogo, possibilitando desenhar mais os personagens e instigando mais os atores.

O elenco conta com a participação de Maria Carolina Ribeiro, Ana Maria Mainieri, Júlio Conte, Carla Cassapo, Luís Franke, Ana Sophia Krause, Charlie Severo, Carla Elgert e Aline Jones.

– Possivelmente, o maior acerto foi a escolha do Leo e do Evandro. Eles expressam de forma legítima a longa amizade e cumplicidade dos dois amigos, além das crises típicas dos homens de 40 anos. O elenco todo está muito bem e muito à vontade em cena.

– O Vicente me mostrou algumas comédias inglesas e americanas. Conversamos muito sobre diferentes formatos de TV contemporânea. Procuramos enxergar com os atores que havia de fato um texto mais sofisticado para uma teledramaturgia das 12h, com bons personagens e diálogos inteligentes e ágeis.

A trilha sonora tem músicas de nomes conhecidos da cena roqueira do Estado, como Irmãos Rocha!, Garotos da Rua, Frank Jorge, Yanto Laitano e Video Hits.

Para que Servem os Homens é uma realização da RBS TV em parceria com a Okna Produções.

Publicado em Zero Hora
Caderno TV Show, p.7
Porto Alegre (RS), 06/10/2013 Edição N° 17575 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A VOZ DA CRÔNICA

O ator Paulo Betti interpretou minha crônica "A Maior Tragédia de Nossas Vidas" no programa Estúdio i, da Globo News, na tarde desta segunda (28/01).

Assista aqui.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

UMA VIAGEM PELAS RUAS DE MINHA TATUAGEM

Seguindo o mapa de Porto Alegre das minhas costas feito pelo Edu Tattoo, fiz um passeio pelas ruas do Centro, acompanhado do amigo Manoel Soares.

Dicas de livros, visita a sebos, reflexões sobre a literatura.

O Jornal do Almoço, da RBSTV, foi exibido na manhã de terça-feira (30/10).

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

PATRONÁVEL

Foto de Cínthya Verri

Sou um dos dez patronáveis para a 58ª Feira do Livro de Porto Alegre, o mais tradicional evento literário do Rio Grande do Sul, ponto de encontro de autores e leitores na Praça da Alfândega.

É a minha quinta indicação.

O homenageado será conhecido em setembro, depois de passar pela segunda fase da escolha, com o voto de associados da Câmara do Livro, ex-patronos e representantes de entidades culturais do Estado, reitores de universidades e diretores de faculdades.

Disputam a honraria comigo os amigos Airton Ortiz, Aldyr Garcia Schlee, Celso Gutfreind, Celso Sisto, Cíntia Moscovich, Cláudio Moreno, David Coimbra, Dinal Camargo e Luiz Coronel.

sábado, 4 de agosto de 2012

AMAR EH ENTERNECER TODOS À VOLTA


Há dois anos, eu e Cinthya Verri inventamos o Amar eh, caderno de fotos e máximas, para trocar gentilezas e adjetivos. É uma versão biográfica do famoso álbum dos anos 80.

Nosso amor é como correspondência antiga, para colar com saliva e abrir com vapor de chaleira.




Quer colecionar?
 73 fotos aqui: http://migre.me/a9RCC
 70 fotos aqui: http://migre.me/a9Rz5

segunda-feira, 9 de julho de 2012

DE PAI PARA FILHO


"Valorizo reverências antigas ao sol. Uma delas é buscar o jornal debaixo da porta. Meu pai era assinante. Meu avô era assinante. Eu me senti adulto não quando tirei carteira de motorista, não quando expedi o título de eleitor, não quando morei sozinho, mas na hora em que assinei o jornal próprio. Orgulho bairrista, que significava emancipação no mágico dicionário familiar."

Leia meu ensaio na revista Seleções Reader`s Digest sobre meu dia-a-dia na web.

terça-feira, 12 de junho de 2012

TESOURO

Bitolas e Cintolas são nossas moedas em casa.

Eu e Cínthya Verri temos uma forma divertida e criativa de demonstrar amor.

Quando estou satisfeito com tudo, o cofre está lotado de Cintolas (de Cin).

Quando ela está feliz comigo, seu colchão está forrado de Bitolas (de Bitols, meu apelido).

Falamos da arte da convivência no Jornal do Almoço, programa da RBSTV. A exibição aconteceu nesta terça (12/6), ao meio-dia. Veja nossa conversa:

segunda-feira, 14 de maio de 2012

AUTÓGRAFOS DE CÍNTHYA EM POA E BH

15/5 (terça-feira), 21h, Porto Alegre (RS)
Sarau Elétrico com Cínthya Verri
Autógrafos de Constantina
Leitura de Luís Augusto Fischer, Claudia Tajes e Kátia Suman.
Canja musical Rodrigo Panassolo
Bar Ocidente
(Av. Osvaldo Aranha, 960 5133121347)

19/5 (sábado), 11h, Belo Horizonte (MG)
Lançamento de Constantina
Bate-papo com Cínthya Verri e Fabrício Carpinejar
Livraria Scriptum
(Rua Fernandes Tourinho, 99 31 3223 1789 | 3223 7226)

domingo, 6 de maio de 2012

CINTHYA VERRI LANÇA SEU PRIMEIRO LIVRO


Minha mulher Cínthya Verri faz sua estreia na literatura. Noite de chamar as estrelas com assobios. Noite de alumbramento.  

as xícaras são carícias 
(e as pernas - tremores) 

só me reconheço 
com pouco. 

Noite onde a mesa será maior do que a casa. A sessão de autógrafos de "Constantina" (Edith, R$ 25) do lindo poema acima será na terça (8/5), a partir das 19h, no Restaurante Suzanne Marie (Tobias da Silva, 304), em Porto Alegre (RS).

segunda-feira, 2 de abril de 2012

FOLHA ELOGIA A MÁQUINA

Atrações tropeçam em "brodagem corporativa"

Entrevistas "chapa-branca" atrapalham programas; Gentili e Carpinejar têm o mérito de buscar oxigenação do formato

MAURICIO STYCER
ESPECIAL PARA A FOLHA

Formato dos mais simpáticos, o talk show conquistou novos espaços na TV aberta brasileira em 2012. O publicitário Roberto Justus, na Record, e o poeta Fabrício Carpinejar, na Gazeta, estrearam programas. Jô Soares repaginou o seu, na Globo, e Danilo Gentili ganha agora em abril um quarto dia na semana na grade da Band.

Essa movimentação indica a existência de público e interesse comercial pelo bate-papo de fim de noite. Os problemas são a falta de imaginação geral e o engessamento do formato ao modelo de "brodagem corporativa".

O cardápio de entrevistados desta semana dá uma ideia do problema. Jô recebeu o ator Domingos Montagner, contratado da Globo. Falaram de "Cordel Encantado", novela que ele fez em 2011, e de "Brado Retumbante", série que protagonizou no início deste ano.

Como de praxe, Montagner fez propaganda da peça que mantém em cartaz e, em seguida, respondeu a uma série de perguntas desconexas, que Jô pareceu ler sem maior interesse: "Você gosta de desenhar também?"; "Como é aquela história no aeroporto?"; "Você trabalhou com o seu pai?"; "Qual é a sua ligação com lasanha?"

Danilo Gentili, no "Agora É Tarde", alimenta o sonho de ser uma alternativa no mercado. Suas entrevistas transmitem, de fato, um frescor maior, mas não raro elas esbarram no mesmo problema de Jô Soares -as conversas com figuras "da casa", sem muito o que dizer.

Nesta semana, Gentili entrevistou Sabrina Sato, estrela do "Pânico", que estreia na Band hoje.

Maroto, o apresentador tentou levar a conversa para um lado cômico, mas a certa altura ela o lembrou: "Vamos falar mais do 'Pânico' porque eu vim aqui pra isso".

Justus inovou, negativamente, diga-se, com um talk show temático. Uma vez por semana, recebe três ou quatro convidados para falar de um mesmo assunto. Mais engessado impossível.

Para piorar, o "Roberto Justus +" também não escapa da "brodagem corporativa". Nesta semana, para discutir "o universo feminino", o publicitário contou com Ana Paula Padrão, estrela da emissora em que o programa é exibido.


Carpinejar lidera "A Máquina", um projeto menos convencional do que os demais, no qual entrevista um único convidado, ao longo de 30 minutos, uma vez por semana. O programa tem mais semelhanças com o dominical "De Frente com Gabi", do SBT, do que com os talk shows citados aqui.

Meio personagem, meio entrevistador, o poeta enfrentou Tom Zé na estreia, no que resultou num dos encontros mais surreais da televisão em 2012. Uma semana depois, entrevistou o músico China, que encerrou assim sua participação: "Aqui jaz um programa ótimo de que eu participei". Tomara que prossiga.

MAURICIO STRYCER é crítico do portal UOL

NA TV
Programa do Jô
QUANDO de seg. a sáb., por volta da 1h, na Globo
CLASSIFICAÇÃO não informada
AVALIAÇÃO regular

NA TV
Agora é Tarde
QUANDO ter., qua. e qui., às 23h45, na Band
CLASSIFICAÇÃO 12 anos
AVALIAÇÃO bom

NA TV
Roberto Justus +
QUANDO seg., à meia-noite, na Record
CLASSIFICAÇÃO não informada
AVALIAÇÃO ruim

NA TV
A Máquina
QUANDO ter., às 23h30, na Gazeta
CLASSIFICAÇÃO livre
AVALIAÇÃO bom


Publicado no jornal Folha de São Paulo
Caderno Ilustrada
Domingo, 01 de abril de 2012

domingo, 18 de março de 2012

REVISTA VEJA

Foto de Cida Souza

Veja SP tenta me entender.
Leia perfil da edição de 21 de março, ps. 39-40. O poeta pop.

segunda-feira, 5 de março de 2012

CAVALO


Coluna Gente Boa
Joaquim Ferreira dos Santos
Segundo Caderno, Página 3

Rio de Janeiro, 4/3/12
Jornal
O Globo

sábado, 18 de fevereiro de 2012

FABRÍCIO CARPINEJAR ESTREIA PROGRAMA NA GAZETA

'A Máquina' terá entrevistas, e apresentador vai interagir com cenografia. Programa do autor gaúcho irá ao ar uma vez por semana, nas noites de terça-feira; estreia ocorre em março

ELISANGELA ROXO
DE SÃO PAULO
Foto de Marcelo Ferrelli/Divulgação



O escritor Fabrício Carpinejar explica: "Não sou um apresentador, sou um vírus. Um vírus dentro do computador."

Ele dá risada do próprio enigma ao explicar como será sua estreia na TV, programada para março na TV Gazeta, em "A Máquina".

Desde dezembro, o autor gaúcho tem vindo de Porto Alegre a São Paulo para se reunir com a equipe de produção e gravar os primeiros pilotos do programa.

Carpinejar fechou contrato de seis meses para comandar a atração, em que fará entrevistas e vai interagir com uma máquina cenográfica, a tal que dá nome ao programa. "Tem até uma alavanca", ele explica. E conta que a inspiração vem de "Tempos Modernos" (1936), protagonizado por Charles Chaplin.

O programa irá ao ar nas noites de terça, após o clássico cult "Todo Seu", apresentado pelo "príncipe" da jovem guarda, Ronnie Von.

"Sou fã dele, mas ainda não o encontrei para pedir umas dicas", diz Carpinejar.

Ele ainda faz segredo sobre seu primeiro convidado e conta que a estreia será gravada com um dia de antecedência. "Eu me sinto tão importante tendo segredos. Acho que a gente precisa se acolchoar em segredos e mistérios na vida."

ANTES ENTREVISTADO

O escritor explica que o convite para o projeto na TV partiu da própria emissora.

Ele acredita ter sido cotado por sua "postura forte nas redes sociais" (é uma espécie de rei dos aforismos no Twitter, onde 140 mil pessoas o seguem), mas as performances como entrevistado do "Programa do Jô" (Globo) "também fizeram diferença".

"Não tenho vergonha do fútil, não preciso parecer importante e não estou preocupado com a concorrência", ele esclarece.

"Quero é que tenha audiência", explica. Mesmo sabendo que a Gazeta não costuma registrar altos índices junto ao público, ele se acha capaz de conquistar fãs. "Todo azarão é simpático, e é sempre bom torcer para o time mais fraco."

A literatura e a internet não ficam de lado enquanto estiver na TV, garante Carpinejar. O autor trabalha atualmente no livro de poemas "Inimigo Imaginário" e no de crônicas "Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus", ambos ainda sem previsão de lançamento. "Na hora em que os livros não me aguentarem mais, eu os publico."

NA TV
A Máquina
Estreia do programa
QUANDO às ter., a partir de 6/3, às 23h30, na TV Gazeta
CLASSIFICAÇÃO não informada

Publicado no jornal Folha de São PauloCaderno Ilustrada, Televisão
São Paulo (SP), 18/02/2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

ULTRACARPINEJAR


Foto de Cínthya Verri/Diagramação de Rodrigo Lima

O escritor FABRÍCIO CARPINEJAR está literalmente fazendo moda. O poeta, cronista e colunista de Zero Hora inspirou uma linha de óculos da marca Volpini, do Rio Grande do Norte – grandões, esféricos, coloridos e com um toque pop.

Há modelos com lentes azuis, verdes, vermelhas e rosas – como o que o autor está usando na foto aí do lado. O conceito carpinejariano é uma homenagem aos seus heróis da infância: Spectreman e Ultraman (foto).

O produto começa a ser comercializado em março – e as encomendas podem ser feitas pelos e-mails helbervolpini@gmail.com ou volpini@oculosvolpini.com.br. Ô, psit, caiu com a Cápsula Beta aqui: o Carpinejar parece mesmo ser da família Ultra com esses óculos, né?

Notícia publicada no jornal Zero Hora
Segundo Caderno, Coluna de Roger Lerina
11/02/2012, Contracapa, Edição N. 16976

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

SUPERANDO OBSTÁCULOS

Com a ajuda dos pais, crianças podem reverter distúrbios de desenvolvimento ou aprendizagem
Lívia Meimes
livia.meimes@zerohora.com.br


Em sua coluna de 17 de janeiro em Zero Hora, o escritor Fabrício Carpinejar conta como enfrentou sérias rejeições quando pequeno, que não conseguia ler e escrever, que a professora recomendou que desistissem de alfabetizá-lo e que o colocassem numa escola especial. O laudo de um neurologista recomendava tratamento, remédios e isolamento, já que ele não acompanharia colegas da faixa etária.

Apesar dos diagnósticos, Carpinejar relata como, com o amor e a insistência de sua mãe, venceu os obstáculos e se tornou um escritor de sucesso.


A coluna Retardado aos oito anos emocionou muitos pais e avós no Estado. Carpinejar recebeu cerca de cem mensagens de leitores com felicitações pelo texto, às vezes acompanhadas de depoimentos de gente que enfrentou ou está enfrentando as mesmas dificuldades (leia alguns relatos ilustrando a matéria).

Qualquer criança em idade escolar está sujeita a não processar as informações que recebe da maneira esperada, podendo apresentar problemas de leitura, escrita e pronúncia das palavras, ou ao prestar atenção em sala de aula. Isso não significa, porém, que ela precise conviver negativamente com o rótulo de portadora de distúrbios de desenvolvimento ou de aprendizagem.

Especialistas na área da educação atualizados com os parâmetros teóricos mais modernos concordam, contudo, que receber uma informação como essa de forma prematura, e, muitas vezes, de maneira equivocada, pode causar estragos para o resto da vida. Novos paradigmas apontam para a ideia de que ninguém é menos inteligente por tirar nota baixa em matemática, ou por não conseguir decorar a tabela periódica: o próprio conceito de inteligência está em mutação. Por isso, diante de uma situação em que um filho se encontra vulnerável, em vez de entrarem em pânico, perguntando-se o que fizeram de errado ou se ele é diferente dos outros, os pais devem entender que a solução pode passar por eles mesmos.


– A maneira como os pais vão lidar com um diagnóstico desse tipo está ligada à forma como eles representam seus filhos dentro de si, tornando-se decisivo na forma como a criança vai superar os problemas – define o psiquiatra Celso Gutfreind, ressaltando que, quando um pai acredita no filho acima de tudo e tem uma imagem positiva dele, transmite confiança, diminuindo o poder do diagnóstico, da “etiqueta” que colocaram na criança.

Um exemplo é a passagem da pré-escola para a primeira série. Nessa fase, algumas crianças estão mais preparadas do que outras para aprender a ler e a escrever. Ao se constatar dificuldades no aprendizado, deve-se prestar atenção para as mais simples alterações emocionais (como ansiedade e medo). A personalidade do aluno e situações mais complexas, como estar enfrentando problemas em casa – pais se separando, irmão nascendo ou bullying na escola – também devem ser considerados.


– Só porque uma pessoa não se encaixa em um padrão pré-determinado ou alguém é incapaz de compreendê-la não quer dizer que ela seja totalmente incapaz – justifica a psicóloga Lisiane Machado de Oliveira Menegotto, doutora em Psicologia do Desenvolvimento e coordenadora do curso de Psicologia da Universidade Feevale.

DIAGNÓSTICOS NÃO SÃO SENTENÇAS

Décadas atrás, diagnósticos dados pelo setor pedagógico do colégio tornavam-se sentenças definitivas sobre a capacidade cognitiva do aluno, o que marcava para sempre a vida da criança.

– Isso ainda ocorre hoje, mas há um esforço cada vez maior em cuidar para não se rotular prematuramente uma criança – aponta a psicóloga Lisiane Machado de Oliveira Menegotto.

A psicóloga Andrea Rapoport, doutora em Psicologia do Desenvolvimento, explica que o caminho da educação é apostar em um olhar mais apurado sobre o que cada pessoa faz de melhor. Ela cita como exemplo a Teoria das Inteligências Múltiplas, criada por de Howard Gardner (1985), com uma visão de inteligência que aprecia os processos mentais e o potencial humano a partir do desempenho das pessoas em diferentes campos do saber. A teoria se opõe aos tradicionais testes de QI, que avaliam todos pelos mesmos parâmetros.

– Inteligência é a capacidade que nós temos de solucionar problemas, de criarmos dentro da sociedade. Se o sujeito não é bom em matemática, ele pode ser incrivelmente criativo para contar histórias, por exemplo – afirma Andrea.

COMO AGIR

- Para que escola e família não confundam uma dificuldade de aprendizagem passageira com um distúrbio mais sério de desenvolvimento, observe as atitudes da criança. Muitas vezes, o problema é emocional.

- Consulte profissionais com especialização em clínica infantil, para realizar uma avaliação e tratar da criança. O trabalho deve ser em conjunto com a escola e a família.

- Professores e pais devem cuidar ao máximo para não passar a imagem de que a criança é incapaz, inferior aos outros. Deve-se explicar que, sim, ela tem uma dificuldade, e trocar experiência com ela, ver o que que ela acha disso, mostrar que ela tem outras qualidades e que não é definida pela nota do colégio.

- Aposte no seu filho e confie nele. Afeto e otimismo em relação ao seu futuro farão com que ele ganhe confiança para superar os obstáculos.

Publicado no caderno Meu Filho
Jornal Zero Hora
30/01/2012
Edição N° 16963, Página Central

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

LASIER AVIADOR

O apresentador Lasier Martins não é sisudo. É mais fama das gravatas do que verdade. Durante programa na TVCOM, ele experimentou meus óculos de aviador. O céu é o limite.

domingo, 8 de janeiro de 2012

SURREALISMO INFORMATIVO NA RÁDIO GAÚCHA

Foto de Nauro Júnior

Na terça-feira, dia 10, o escritor Fabrício Carpinejar, que encheu os olhos dos leitores de ZH com a coluna Beleza Interior ao longo de 2011, estreia oficialmente na Rádio Gaúcha em um bate-papo com os apresentadores Antônio Carlos Macedo e Daniel Scola, sempre às 7h20min de terças, sextas e sábados. O TV Show foi conferir o que Carpinejar pretende aprontar, agora nas ondas do rádio. Confira trechos da entrevista.

Como será a sua participação no programa?
Falarei por telefone, sempre às 7h20min. Minha voz já estará acordada do chimarrão. Levo o filho cedo para escola.

O que você vai comentar?
Farei minicrônicas. Com toda a irreverência da sensibilidade. Abordarei assuntos polêmicos do dia ou trarei novos ângulos para observar a rotina. Posso comentar a nova campanha de redução de velocidade do Detran e o péssimo hábito dos motoristas de disputar com os amigos quem chega primeiro ao Litoral, ou confessar algumas dores e temores. Por exemplo, a cachorra de casa, Cora, ficou surda de repente nesta semana. E tentei enxergar o impasse pelos olhos dela: aposto que a cadela acha que não foi ela que deixou de ouvir, mas nós é que deixamos de falar com ela (pensa que está de castigo, coitadinha). Ainda quero brincar com o comportamento, propor autoescola para quem anda de guarda-chuva, esses surrealismos informativos.

A passagem para o rádio tem relação com este ano em que você se dedicou ao Beleza Interior?
Totalmente. Beleza Interior me conectou ao cenário gaúcho, ao espírito aconchegante das pequenas cidades. Falar é uma generosidade – não podemos desperdiçá-la. Nunca falar por falar, mas falar com gosto, falar dando importância a cada palavra. Quem não seduz o silêncio ficará incomodado de solidão na velhice.

Como tem sido para você esta aproximação com a rotina jornalística?
É o casamento da chuva e do sol, da literatura com o jornalismo. Na verdade, nunca deixei a rotina de jornalista. O jornalismo me conserva a humildade de ouvir – e de não querer ser maior do que a notícia.

Tem mais alguma surpresa sua para o ano de 2012?
Muitas. Conduzirei Miss Cultura (leitura de textos) no interior de São Paulo, em turnê por 10 cidades. Estou organizando um volume de crônicas para maio e devo finalizar um livro de poesia.

Publicado no jornal Zero Hora
Caderno TV Show
TELE TUDO | Anna Martha Silveira
Porto Alegre (RS), 08/01/2012 | N° 16940

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

UM ANO SEM CIGARRO


No Teledomingo, programa da RBSTV, exibido na noite de 1º/1, comento nossa dificuldade de fazer mudanças e admitir troca de hábitos (e a consequente criatividade para desculpas e adiamentos). Comemoro também um ano sem cigarro. Assista aqui.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

LER E AMAR

A Revista UMA, edição de dezembro, elaborou um especial de 40 livros para ler e amar durante as férias. Borralheiro (Bertrand Brasil, 256 páginas) está entre eles.


Publicado pela Revista UMA
Edição 127, Dezembro de 2011
Ps. 148-153